quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Natal: nasceu um menino!

(Este texto foi escrito às vésperas do natal de 2010).

Estou preparando as coisas para receber a família (pelo menos parte dela) para a ceia e como é comum nesta época do ano, refletindo sobre o que foi vivido no ano que termina.

Misturada a esta reflexão, está a lembrança do sonho da noite passada: estava eu afundando na água, morrendo de medo de me afogar. Era muito fundo, não dava pé, era água por todo lado, nada firme por perto. Pânico. Até que percebi que não tinha mais jeito: eu ia afundar... Afundei! E para minha surpresa, nada de mal aconteceu. Não me afoguei. Consegui ficar bem debaixo d'água. Calma, serena. Então uma película por cima da água ficou firme e eu deslizava sobre ela. Surfava. Era muito divertido e dava uma imensa sensação de prazer e liberdade. E essa sensação, essas reminiscências estão me acompanhando o dia todo.

Isso me faz lembrar do tempo em que minha alma começou a desejar um bebê e por intuição eu comecei a alimentar meu lado mais instintivo e emocional e a não mais super valorizar as coisas já conhecidas do mundo (estudo, ensino, carreira, dinheiro, casa, carro...) em parte porque já as tinha conquistado, em parte porque já tinha percebido o limite de realização que estas podiam proporcionar.

Comecei a alimentar uma parte desnutrida do meu ser, a parte feminina que espera, recebe, é paciente e forte. Comecei lendo, pois como a maioria das mulheres instruídas, razão e intelecto precisam ser muito bem atendidos para que possamos avançar.
Li:
A Gravidez e os Sonhos
As Mulheres e As Deusas
Mulheres que Correm com Lobos

Aí descobri que água nos sonhos é predomínio do inconsciente, do feminino. Os sonhos com água eram cada vez mais frequentes. As leituras abriram em minha vida, espaço para o yoga, aprendi a ficar só, a curtir ficar em casa, cuidar das plantas, a não ficar ocupada o tempo todo. Não tinha na época muita ideia da importância de tudo isso.

Outra lembrança que me atravessa hoje é a de um bebê (ou de uma promessa de bebê), que se foi há 3 anos atrás, dia 20 de dezembro. Desejei com a alma um bebê, me preparei para recebê-lo. Acho que fiz isso a vida toda. Depois de 9 meses de tentativas, engravidei. Em menos de 2 meses de gestação ele se foi. Foi triste, doloroso, mas atravessamos bem essa etapa e aprendi muito com isso.

E agora, hoje, além das lembranças, das reminiscências de sonho e das reflexões, lá fora tem um menino brincando, sacudindo um sino de ventos para lá e para cá, se molhando na água da fonte, provocando a cachorra com uma folha de goiabeira, entrando por uma porta e saindo por outra. Esse menino, volta e meia entra na cozinha, onde estou, se abraça em minhas pernas e diz: mamãe.  Ele é meu maior presente e esse é o nosso segundo Natal juntos...

O Caminho do Bebê

Se o bebê quisesse, poderia voar agora mesmo para o céu. Mas não é por nada que ele não nos deixa. Ele gosta de reclinar a cabeça no peito de sua mãe, e não suporta jamais perdê-la de vista.
O bebê conhece muitas palavras sábias, embora poucos no mundo compreendam o que ele diz. Mas não é por nada que ele jamais quer falar. Seu único desejo é aprender as palavras que saem dos lábios de sua mãe. E por isso ele tem esse ar tão inocente.
O bebê tinha uma porção de ouro e pérolas, embora tenha vindo a este mundo como pobre mendigo. Mas não foi por nada que ele veio com tal disfarce. Este adorável mendigo nu quer mesmo parecer um necessitado, porque assim ele mendiga o tesouro do amor de sua mãe.
O bebê era completamente livre na terra da pequena lua crescente. Mas não foi por nada que ele abriu mão da sua liberdade. Ele sabe que há lugar para uma alegria sem fim no menor cantinho do coração de sua mãe, e sabe que é mais doce do que a liberdade ficar preso e apertado nos seus queridos braços.
O bebê vivia na terra da felicidade perfeita, e não sabia chorar. Mas não foi por nada que ele escolheu derramar lágrimas. Com o sorriso de sua adorável face ele prende o coração ansioso de sua mãe, e seus pequenos choros por uma dorzinha qualquer lhe garantem um duplo laço de amor e compaixão.

(Rabindranath Tagore - A Lua Crescente)

domingo, 4 de maio de 2014

Mãe - nova coleção de wrap slings da fralda madrinha

Meu coração de mãe honra e reverencia todas as mães

A primeiríssima palavra inscrita nos corações de toda a humanidade por todos os cantos do planeta:

Ma
Mama
Mami
Madre
Mamo
Mommie
Makuahine
Maji
Mafka
Moer
MànaAnya
Móthair
Maman
Máti
Mère
Okaasan
Mutter
Mor
Mari
Motina
Matka
Mother
Mãe




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sábado, 21 de dezembro de 2013

Vida placentera


Estava aqui pensando numa imagem para uma nova postagem (já que a última era de abril)  e enfim encontrei está, com uma árvore de Natal muito nossa e presentes ao fundo. Não poderia ter foto melhor. Demorei para fazer nova postagem pois tenho tido pouco tempo para o computador, visto que estou com o colo quase sempre ocupado ❤️
O primeiro ano de um bebê é muito intenso. Quem anda por esse blog ou já sabe ou em breve saberá disso... E além da Diana, tem o Caetano, e a Fralda Madrinha...
Amei, na imagem, a árvore de Natal do meu quintal, cheia de frutinhas coloridas de verdes, rosadas, roxas ou quase pretas. Jabuticabas que as crianças apanham quando querem.  Da jabuticabeira onde está plantada a placenta que nutriu minha filha.
Lígia me contou que "placentera", em espanhol, é prazerosa. Por isso agora vivo falando de vida placentera!
Amei também, na imagem, meus dois maiores presentes! Felizes com a simplicidade de um banho de bacia depois da praia.
E é esta imagem que ofereço a todos que contribuem para a Fralda Madrinha prosperar e eu poder acompanhar tudo isto bem de perto!
E é isto que desejo a tod@as: vida, sabor, simplicidade, beleza, prazer, tranquilidade, paz, realização, superação, coragem.
Enfim, vida placentera, do fundo do meu coração.

Célia (mãe do Caetano, 4a4m, da Fralda Madrinha, 3a8m e da Diana, 1a2m)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nasceu a Diana!!!



“Aprendi com a primavera: a deixar-me cortar e voltar sempre inteira” 
Cecilia Meirelles.


Olá queridas,
há muito eu queria escrever aqui, mais precisamente, desde que uma amiga do grupo partoemcasa nos contou sobre o poder de cura de um parto natural, que ela experimentou ao parir sua segunda filha após uma cesária.
Neste momento eu estava experimentando este poder de cura, mas antecipadamente. Eu explico. Há exatos de 3 anos e dois meses dei à luz ao Caetano, num lindo e empoderador parto natural em casa. Esperei por ele 42 semanas, o trabalho de parto com dor durou menos de 5 horas e levei quase o mesmo tempo para parir a placenta. Esta experiência me fez sentir do tamanho do mundo. Lembro que na época escrevi: "Eu sou o paraíso: tudo floresce, tudo brilha, tudo flui".
Quando decidi engravidar novamente achei que a experiência se repetiria, claro que com o que é particular de cada ser que chega. Mas eis que já desde o primeiro ultrassom, com 12 semanas, aparece a placenta implantada baixa. Nesta fase isto não era muito sério, pois a imensa maioria das placentas que se implantam baixas sobem. Na vigésima semana, lá continuava a placenta. Mas ainda tinha muita chance de subir. Mas já era caso de preocupação. Comecei aqui a estreitar os laços com a Diana e com a placenta. Conversava muito com as duas. Fiz um lindo altar em volta da banheira onde o Caetano nasceu e onde eu queria que Diana nascesse. Reverenciei as mães, a mim, a minha mãe, a todas as mães. Foram muitas orações, muitos mantras, muitos banhos de imersão, só nós três, eu, a Diana e a placenta. Visualizava esta placenta subindo como uma flor de lótus dentro da água. Conversava com ela como se ela fosse uma outra mãe da minha filha, já que ela a nutria com ar e alimento nesta fase... Ficamos íntimas. Às 31 semanas, mais um ultrassom, e lá continuava a placenta: prévia total central. Impossibilidade total de um parto normal. O parto domiciliar eu já havia entregado. Entreguei também o parto normal. Às 34 semanas, depois de um sangramento, vou à maternidade, por orientação da Roxana, e a partir de então devo ficar em repouso total, para que a bebê pudesse nascer no tempo certo. 
Fiquei 2 semanas praticamente todo o tempo deitada. Minha mãe veio me ajudar com a casa, a comida e o Caetano. Minha irmã cuidou da Fralda Madrinha. O mais difícil nesta fase foi não poder pegar o Caetano no colo. Este foi super parceiro. Me ajudava a me cuidar para eu cuidar da Diana. Deixei de ser vegetariana para armazenas ferro para uma provável hemorragia. Duas semanas depois de estar em repouso, me descubro com diabetes gestacional, que sempre andou por perto, mas com a falta de movimento dada pelo repouso absoluto se instalou de vez, apesar da minha alimentação super saudável e equilibrada. Mais um fator de risco. Já estava encaminhada para internação na última segunda feira, para tratar da diabetes. Isso me angustiava, pois ficaria longe do Caetano. A partir daí tinha que acompanhas os sinais de vitalidade do bebê (cardiotocografia) periodicamente, para ver se ela estava bem. No último sábado fui à maternidade fazer este exame e ela estava ótima. Eu também me sentia ótima. 
E eis que quando volto do exame, no início da tarde, me deito para descansar. Logo em seguida, o Caetano, que tinha ficado com minha irmã, chega da praia com o primo, e o Rodrigo o leva para tomar banho. Eles descem, ele deita do meu lado, nos abraçamos e ele diz que estava com muita saudade. Nos abraçamos ali deitados e ficamos assim uns 10 minutos, quando eu começo a sentir muito sangue descer.  Eram jorros de sangue. Liguei pra Roxana e disse: acho que a bomba estourou. Ela tinha me dito na última consulta que eu estava andando com uma bomba relógio, pois a placenta poderia descolar prematuramente e provocar uma intensa hemorragia. E era isto que estava acontecendo. Liguei para minha irmã vir buscar o Caetano novamente. Em dois minutos ela estava de volta à minha casa e este foi o tempo que tive para explicar ao Caetano que a Diana ia nascer, que ele iria dormir na casa da tia Regina, e que amanhã o vovô iria buscá-lo para conhecer a irmãzinho. Vi o esforço dele para tentar entender aquilo tudo. A tarde estava lindamente ensolarada e a distância entre minha casa na Cachoeira do Bom Jesus e a maternidade da Ilha nunca foi tão longa e tão curta. Longa porque eu sabia que cada minuto era muito importante, pois era muito sangue. E curta porque estava tudo muito rápido, sabia que a Diana logo chegaria. Ela não parava de mexer dentro da minha barriga, me avisando que estava tudo bem com ela. Eu dizia para ela que logo nos encontraríamos e o que me veio, foi entoar bem baixinho o mantra "lokah samastah sukhino bhavantu" (Que todos os seres, em todos os lugares, estejam unidos, nutridos e felizes). 
Assim que chegamos à maternidade, Roxana já estava lá, e pela quantidade de sangue, nem quis me examinar (tínhamos tido uma consulta há menos de 3 dias) e disse: vou te operar. Ela já tinha agilizado tudo, estava solicitando sangue para uma possível transfusão (minha). Imediatamente subi na maca e fui encaminhada para o centro cirúrgico. Eu me sentia bem, sem nenhum desconforto, nem dor, nem insegurança ou medo, apesar de estar perfeitamente ciente da gravidade da situação. Eu sabia que teria que passar por aquilo e queria passar bem. No centro cirúrgico tudo foi muitíssimo rápido. Quando Rodrigo chegou à sala eu já estava anestesiada. Pedi que guardassem a placenta e que deixassem a Diana o máximo possível ligada ao cordão umbilical. Roxana combinou com a equipe de baixar o campo assim que a bebê nascesse, para que eu pudesse vê-la, se ela nascesse bem. Cuidaram para  colocar o soro de forma que eu pudesse amamentá-la prontamente. Sentia o tempo voar. Estava tudo muito rápido, e para ficar presente novamente me veio o mesmo mantra, que entoei, bem baixinho, durante toda a cirurgia. Em minutos eles abriram a barriga e o primeiro momento de tensão foi quando não conseguiam tirar a Diana, pois como a placenta ocupava o espaço onde ela se encaixaria, ela ficava solta dentro do útero, que estava cheio de sangue, pois tiveram que cortar a placenta. Pareciam tentar tirar um peixe de dentro da água. Eu ouvia. - A cabeça está aqui! E ouvia o barulho de algo sugando o sangue. E a Roxana pediu a ajuda do anestesista, único homem da equipe, para forçar minha barriga de baixo para cima para que a bebê não subisse novamente. Isso foi tenso. Usaram o fórceps para tirá-la e eu senti ela sair. Senti como se tivesse saindo pelo canal de parto. A mesma emoção que já tinha sentido com o Caetano! Transbordei de amor, chorei... Lembrei dos olhos azuis da enfermeira Vânia, no curso para gestantes que fiz onde ela dizia que o parto acontece na cabeça, que quando uma mulher precisa passar por uma cesária, ela precisa mentalizar o bebê passando por todo o processo natural. Isto veio naturalmente, aconteceu. E eu senti mesmo ela saindo, pois não ouvi nada, ela não fez nenhum barulho, não baixaram o campo, eu só vi o que aconteceu pelos olhos do Rodrigo, que me diziam que ela estava bem. Tiraram ela imediatamente da sala. Me disseram que ela estava bem, mas muito branquinha e sem tônus muscular, mas que isto era esperado. Eu estava ótima.
Aí veio o segundo momento tenso da cesária: para diminuir o sangramento que não parava, injetaram ocitocina no soro para contrair o útero, e Roxana colocou-o para fora para costurar mais rápido e interromper a hemorragia. Eu sentia a pressa deles. E quando foram colocar o útero de volta no lugar doeu muito. Terminaram com todos os procedimentos e trouxeram a Diana dentro de uma encubadora, onde eu a vi de longe, toda branquinha... Fui para o quarto, onde fiquei sabendo que só a veria no dia seguinte, pois já estavam preparando-a para uma transfusão de sangue, e eu devia ficar forte para o dia seguinte. Dormi e comi o máximo que pude, para estar forte para o dia seguinte. Acordei, tomei banho e fui até a UTI. Lá nos encontramos! Ela estava linda! Toda coradinha. E nem parecia prematura. Veio pro meu colo mamar e mamou de primeira. Ficamos mais de uma hora coladinhas, pele na pele. Nisso os avós, minha irmã e o Caetano já estavam vindo me visitar e trazer roupas, pois na pressa não trouxemos nada. Deixaram Caetano entrar na UTI para conhecer a irmã. Lindo o olhar de reverência dele pra ela. E ele fez o que sempre disse que faria: fez cócegas na barriguinha dela, e segundo ele, ela riu. Fomos pro quarto, conversei um pouco com eles, almocei e quando todos saíram para almoçar eu dormi. Acordei e fui novamente amamentar a Diana, ficamos mais de uma hora coladas, voltei pro quarto pra descansar e quando estava me preparando para voltar à UTI para amamentá-la, eis que chegam no quarto com ela. A partir de então ficaríamos juntas!!! Pra ficar perfeito, só faltava o Caetano. Passamos bem a noite, ela mamou e dormiu bastante. E passei o dia seguinte todo esperando para ir embora. A alta chegou no fim do dia, todos juntos novamente! E seguimos bem, unidos, saudáveis e felizes!!!

E a Diana nasceu!! Prematura de 35 semanas, 24 horas na uti, transfusão de sangue por conta de uma hemorragia intensa por causa da placenta prévia. Apgar 1 e 7. Aprendeu a mamar assim que nos encontramos, 17 horas após o parto, nos apaixonamos, e ela não parou de melhorar. Nasceu no sábado, 13/10, às 17:19, 2,925 Kg e viemos para casa segunda no fim da tarde. Bendita cesária!!! Bendita transfusão de sangue!!! Bendita força da vida!!!
Ela é linda, perfeita, saudável e muito forte!!! E eu também me sinto assim!


beijo

Celia (aprendendo a ser mãe de dois)

Com mamãe e Caetano fazendo: "janela, janelinha, porta, campainha: piiiim!!!"

No sling com papai brincando com Caetano.

domingo, 22 de julho de 2012

Promoção de Inverno







Ganhe uma bolinha de pano nas compras maiores que R$140,00. 
Seu bebê vai adorar!!!
Podem escolher entre estampas para meninos, meninas ou neutras.







As fraldas feitas de soft por dentro e por fora agora estão o mesmo valor das soft algodão, ou seja,
as capas por tamanho  de R$25, por R$20,00
as capas ajustáveis de R$38,00 por R$35,00
e as pockets ajustáveis de R$40,00 por R$38,00
Estas são as fraldas mais indicadas para uso noturno, e as mais eficientes quanto aos vazamentos. São de textura macia e combinam com o inverno.
Confiram as novas estampas!




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2 calças=R$60
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